Herpes Zoster

O Herpes Zoster, popularmente conhecido como cobreiro, é causado pelo mesmo vírus da varicela (catapora). Após ter tido a varicela, o que normalmente ocorre na infância, o vírus permanece adormecido no sistema nervoso ao longo da medula espinhal do indivíduo.
Quando há queda da imunidade (muito comum a partir dos 50 anos), pode ocorrer a reativação do vírus e o desenvolvimento de herpes zoster.
Até 2 semanas antes do aparecimento das bolhas na pele, podem ocorrer outros sintomas como mal estar, dor localizada em um dos lados do corpo, ardência e perda da sensibilidade. Uma área vermelha bem delimitada, com pequenas bolhas, surge então no local da dor, principalmente no tórax, abdome e rosto (perto dos olhos), e permanece por 7 a 10 dias. Após, as bolhas rompem-se, fundem-se, secam e formam crostas. Esse quadro completo dura em torno de 1 mês.
O principal sintoma em adultos é a dor intensa, que pode permanecer mesmo após a cura das lesões de pele. É chamada neurlagia pós-herpética. Na maioria das vezes, essa neuralgia se resolve após 3 meses, mas em alguns casos pode persistir por anos.
Essa dor pode perturbar o sono, o humor, o trabalho e as atividades cotidianas, diminuindo a qualidade de vidae levando ao isolamento social e, por vezes, à depressão.
O herpes zoster na região dos olhos costuma ter complicações frequentes, e pode afetar permanentemente a visão.
Para o tratamento do episódio agudo são usados medicamentos anti-virais, na tentativa de diminuir o nível de gravidade e as complicações; analgésicos para reduzir a dor e outros medicamentos para reduzir o processo inflamatório.
Atualmente já existe uma vacina, que pode ser usada a partir dos 50 anos, podendo evitar a doença ou reduzir as suas manifestações, principalmente no que se refere à neuralgia pós-herpética. Essa vacina não pode ser usada por pacientes imunocomprometidos.
Pessoas que tiveram a varicela devem receber a vacina antes de apresentar um episódio de herpes zoster. No entanto, mesmo quem já teve a doença, pode ser beneficiado em alguns aspectos, pela vacina. Nesses casos, deve haver um intervalo de 6 meses a 1 ano entre o último episódio de doença e a realização da vacina.

Consulte nosso calendário vacinal.

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